dolar_widelg_widelg

As principais Bolsas do mundo fecharam em queda nesta quinta-feira (3), um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciar uma ofensiva comercial com a aplicação de tarifas em larga escala. O motivo da queda é devido à incerteza de investidores cautelosos com as consequências que as ações podem refletir em inflação e crescimento das economias.

No Brasil, o dólar caiu 1% e fechou cotado em R$ 5,60. O Ibovespa, após abrir em queda, inverteu ao longo do dia o sinal e passou a subir. Na Europa, entretanto, o impacto foi maior. O Stoxx 600, índice que reúne ações de diversos países da região, caiu 2,67% - o índice referente ao setor de automóveis e fabricantes sofreu queda mais brusca: 3,82%
Enquanto o Brasil integra uma lista de quase cem países com taxas mais brandas, de 10%, a China, por exemplo, terá tarifa recíproca de 34% além dos 20% já aplicados anteriormente. Os produtos da União Europeia sofrerão taxação de 20%.

As principais Bolsas dos Estados Unidos também despencaram. S&P, Dow Jones e Nasdaq fecharam com quedas de 4,84%, 3,98% e 5,97%, respectivamente. Na Ásia, houve recuo geral nos principais mercados: Tóquio (-2,77%), Shenzhen (-1,40%), Xangai (-0,24%), Hong Kong (-1,52%) e Seul (-0,76%).

Donald Trump impôs tarifas elevadas para várias economias da região, incluindo aliados importantes como Japão (24%), Coreia do Sul (25%) e Taiwan (32%). À Tailândia, o imposto será de 36%, enquanto para o Vietnã, um polo manufatureiro essencial na cadeia global, a taxa atingirá 46%.

O preço do Petróleo recuou 6,7%, considerado o preço do barril de Brent, referencial global de preços, sendo negociado a US$ 69,93, enquanto o equivalente americano, o Texas, caiu 7,03%, sendo negociado a US$ 66,67.

Como resultado, no Brasil, as ações da Petrobras caíram 3,15%, enquanto as ações que garantem voto caíram 3,45%.